Potrerillos (Argentina) - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 5)

No dia 05/01/2008 deixamos Mendoza e fomos para Potrerillos, onde ficamos na casa de campo da mãe da Alicia. Potrerillos é um povoado, que está próximo de Mendoza, aos pés do Cordón del Plata, na Cordilheira dos Andes.

De tarde fomos passear de carro. Subimos até Vallecitos, onde há uma estação esqui. Estacionamos o carro lá e então caminhamos até La Vega, o primeiro local de acampamento da caminhada de acesso ao Cordón del Plata. O tempo estava nublado e, por isso, não pudemos ver as montanhas. Mas valeu pela caminhada. Descemos de volta até o carro e retornamos para Potrerillos, tomando mate e comendo ‘tortitas’.

Deise e Alicia, na trilha, subindo de Vallecitos até La Vega.


La Vega, à 3250m de altitude, é o primeiro local de acampamento da caminhada de acesso ao Cordón del Plata, pouco acima de Vallecitos.


No dia seguinte (06/01) acordamos cedo e saímos para um dia de caminhada pelo vale acima de Potrerillos. O dia estava bonito. Saímos da casa da mãe da Alicia, que está à uns 2000m de altitude, passamos pela entrada do parque e seguimos por uma trilha. Foram cerca de 3 horas de caminhada, subindo até chegar em El Salto, uma bonita cachoeira que despenca de um paredão de rocha, à cerca de 3000m de altitude. Paramos para comer um lanche e curtir o visual. Depois continuamos a caminhada, subindo uma encosta e contornando à direita do Salto, e então descemos por um outro vale. Vimos vários guanacos no caminho. Descemos até reencontrar a trilha principal, por onde retornamos até Potrerillos. De volta à casa, descansamos e cochilamos um pouco no jardim. Mais tarde tomamos um mate e ficamos conversando.

El Salto


Um bando de Guanacos, durante a caminhada do Salto.


Flor de cactus (na caminhada do Salto)


Flor (na caminhada do Salto)


Parada para repassar o filtro solar (na caminhada do Salto)


No outro dia (07/01) arrumamos nossas coisas, nos despedimos da Alicia e sua mãe, agradecemos sua enorme hospitalidade e deixamos Potrerillos às 10:00, seguindo viagem rumo à Los Arenales.

Cordón del Plata, visto depois que deixamos Potrerillos e seguimos viagem no rumo sul.


O Cordón del Plata, com os Cerros Plata (5950m), Lomas Amarillas (5125m), Vallecitos (5450m) e Rincón (5325m), da esquerda para a direita.


Seguindo viagem um pouco mais ao sul, pudemos ver o Volcán Tupungato (6565m), à direita, e o Cerro Negro (6072m), à esquerda.

Mendoza (Argentina) - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 4)

Acordamos tarde no dia 03/01/2008: às 10:30. Arrumamos nossas coisas e deixamos San Agustin, onde havíamos passado a noite. Seguimos viagem até Mendoza, onde chegamos de tarde. Passamos na rodoviária, onde há uma agência de informações turísticas, e perguntamos pelas opções de hospedagens na cidade. Mas no fim acabamos indo para a mesma hospedagem em que eu já tinha ficado antes, nas outras ocasiões que estive em Mendoza. Deixamos nossas coisas na hospedagem e saímos para passear um pouco pela cidade. Caminhamos pelo centro e jantamos em um dos vários restaurantes que estão no calçadão.

No calçadão de Mendoza, com música ao vivo. Tomamos uma cerveja e jantamos.


No dia seguinte (04/01) de manhã a Alicia foi nos encontrar. Deixamos então a hospedagem e saímos de carro com ela para passear. Ela é mendocina e assim pôde nos “guiar” um pouco pela cidade. Fomos no Paque San Martin, no Cerro Gloria, no Club de Regatas e depois almoçamos em um restaurante vegetariano chamado Govinda. De tarde fomos visitar uma bodega de vinho e depois fomos para a casa da mãe da Alicia. No final da tarde fomos até um rio, um pouco abaixo da grande represa, onde tomamos mate e comemos ‘tortitas’. Voltamos então para a casa da mãe da Alicia, onde jantamos e dormimos.

Monumento ao San Martin, no Cerro Gloria, em Mendoza


Club de Regatas, Mendoza





Bodega de vinho em Mendoza. Na região há uma grande produção de vinho.


No outro dia (05/01) deixamos Mendoza e fomos para Potrerillos com a Alicia e sua mãe, onde elas tem uma casa de campo, nas montanhas.

Talampaya e Ischigualasto (Argentina) - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 3)

Dia 01/01/2008 deixamos Los Gigantes e seguimos viagem no sentido noroeste, por um trecho longo de estrada de terra. Depois de cerca de 2 horas de viagem, alcançamos finalmente uma estrada de asfalto. Seguimos em frente, pois ainda tínhamos um longo dia de viagem. À princípio, nossa idéia era chegar em dois dias na região do Vale da Lua. No entanto, não encontramos boas opções de hospedagem ao longo do caminho e resolvemos então ir direto. A paisagem era bastante árida e fazia muito calor. Chegamos na entrada do Parque Nacional Talampaya às 20:00. Era final de tarde e o parque já estava fechado. Optamos por não acampar no parque e seguir uns 30km mais adiante, até o vilarejo de Pagancillo. Já estava escurecendo quando chegamos no povoado. Encontramos uma hospedagem para ficar e saímos para comprar pão e queijo para o “jantar”.

No dia seguinte (02/01) tomamos o café-da-manhã na hospedagem e arrumamos nossas coisas para seguir viagem. Passamos no posto de gasolina para abastecer mas eles não aceitavam dólar. Nós não estávamos com muito dinheiro em ‘pesos’ e gastamos o pouco que tínhamos para colocar um pouquinho de gasolina no carro. Estar com o tanque vazio nesta região é um sério problema, pois as distâncias são longas e quase não há postos de combustível. E o nosso tanque estava baixo! Talvez não tivéssemos gasolina suficiente para chegar no próximo povoado, mas teríamos que arriscar e tentar economizar ao máximo o combustível.

Assim, fomos até o Parque Nacional Talampaya, onde felizmente eles aceitavam dólar para pagar a entrada. A visitação no parque é feita através de uma excurção, com veículo do parque. O passeio começou às 10:00. Entramos no Canyon Talampaya, onde pudemos ver paredes e formações rochosas espetaculares (tais como a “Catedral”, o “Monje”, a “Torre” e outras), além de inscrições rupestres e a fauna e flora típica da região. As paisagens são incríveis! Foi uma bela excursão, onde ficamos nos sentindo um pouco como “senhores gringos” (passeio de carro, no conforto, tudo organizado, com guia turístico, etc.). Mas valeu a pena.

Um ‘zorro’ (raposa), na entrada do Parque Nacional Talampaya


Árvore na entrada do cânion de Talampaya


Os paredões de arenito do cânion Talampaya. No fundo do cânion, onde há mais sombra e umidade, existe uma mata.


Olhando para cima, dentro de uma das canaletas dos paredões de arenito do cânion Talampaya


Inscrições rupestres no Parque Nacional Talampaya: Eram os deuses astronautas?


Apesar das condições desérticas da região, dentro do cânion, devido a existência de sombra, as plantas conseguem reter mais água, podendo assim se desenvolver.


Árvores dentro do cânion Talampaya


Tronco de árvore: casca grossa


Cactus


Vegetação dentro do cânion Talampaya


Os paredões de arenito do Talampaya


Parque Nacional Talampaya


Formações curiosas de arenito


Vegetação e rocha, no Talampaya





Paredões de arenito, no Parque Nacional Talampaya


Mara, um animal nativo da região


Parque Nacional Talampaya


"El Totem" e "La Torre", no Parque Nacional Talampaya


"La Torre", no Parque Nacional Talampaya


"El Monje", no Parque Nacional Talampaya


Deixamos então o parque Talampaya e seguimos de carro até o Parque Provincial Ischigualasto, também conhecido por Valle de La Luna. Estávamos preocupados com nossa pouca gasolina e também com o fato de que não tínhamos mais pesos – somente dólares. O próximo posto de gasolina estava a cerca de 200km de distância.

Chegamos no parque Ischigualasto, que está perto do Talampaya, e, por nossa sorte eles também aceitaram que pagássemos o valor da entrada com dólares. A visitação neste parque é feita através de uma excursão guiada onde os turistas fazem um trajeto determinado, com seu próprio carro, porém seguindo o carro do parque. Preocupados com a gasolina, fizemos as contas de quantos litros gastaríamos para fazer este passeio dentro do parque e também quanto ainda precisávamos para chegar na próxima cidade. E vimos que talvez não daria. Então resolvemos pedir carona para fazer o passeio junto com alguém que estivesse com o carro vazio. Pedimos para um casal de argentinos, que topou, na boa. E assim, deixamos nosso carro na entrada do parque e fizemos o circuito de visitação de carona no carro deste casal.

O parque é muito bonito. No passeio vimos várias formações rochosas curiosas (tais como a “Gata”, o “Campo de Bocha”, o “Submarino”, o “Cogumelo”, entre outras), além de fósseis. Cruzamos também com um bando de guanacos na beira da estradinha de terra. No final do passeio visitamos o museu arqueológico do parque, onde estão alguns fósseis de dinossauros.

Folha fossilizada, no Parque Ischigualasto


Valle de La Luna


Parque Provincial Ischigualasto


Vegetação no Parque Ischigualasto


"Campo de Bocha", no Parque Provincial Ischigualasto


Ischigualasto


"El Submarino"


"El Submarino", no Parque Provincial Ischigualasto


"El Hongo", no Parque Ischigualasto


O museu do Parque Ishigualasto. Na região foram descobertos vários fósseis de dinossauros.


Após visitar o parque Ischigualasto, pegamos novamente nosso carro e continuamos a viagem. Felizmente a gasolina foi suficiente e chegamos “sãos e salvos” no povoado de San Agustin, onde trocamos dólares (conseguimos cambiar com o dono do mercado), abastecemos o carro e ficamos em uma ‘hospedaje’. De noite comemos pizza e tomamos cerveja em um restaurante.

Los Gigantes (Argentina) - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 2)

Depois de dois dias de viagem desde Porto Alegre, chegamos na tarde de 30/12/2007 em Los Gigantes, no Refúgio La Rotonda. Estacionamos o carro ao lado do refúgio e montamos nossa barraca um pouco mais abaixo, ao lado do rio. Cozinhamos um macarrão dentro do refúgio e, no final da tarde, caminhamos um pouco pelos arredores, para tirar algumas fotos.

Paisagem ao redor do Refúgio La Rotonda


Los Gigantes é um maciço montanhoso e rochoso, cenário de diversas escaladas e caminhadas.


Choveu bastante durante a noite. Mas felizmente o dia amanheceu incrivelmente bonito. Era 31/12, último dia do ano. Desmontamos a barraca, arrumamos as mochilas e iniciamos a caminhada até a parte alta de Los Gigantes. Foram 2 horas de caminhada até o Refúgio CAC. Montamos nosso acampamento ao lado de um riacho, próximo ao refúgio. E ao lado do acampamento descobrimos um pedra com uma via bem fácil, ideal para a primeira “aula” de escalada da Deise. Depois de escalarmos um pouco, decidimos ir ao Mogote Grande, a montanha mais alta de Los Gigantes. Subimos primeiramente em um cume secundário, que está mais atrás, e depois subimos o cume principal. Um trecho curto de escalada fácil nos levou até o ponto mais alto. Curtimos o visual e depois descemos até a parte de baixo da pedra, na base da parede, onde há um campo-escola com várias vias tranquilas. Então, escalamos mais pouco para a Deise praticar. O sol estava muito forte. No final da tarde descemos de volta para o acampamento. Comemos nosso “jantar de ano-novo” – bolachas e salgadinhos (pois estávamos sem combustível para o fogareiro) – e dormimos cedo, vencidos pelo cansaço.

Subindo de La Rotonda até o Refúgio CAC


Refúgio CAC


Montamos nossa barraca ao lado de um riacho, próximo ao Refúgio CAC.


Acima do Refúgio CAC, subindo em direção ao Mogote Grande.


No cume do Mogote Grande (2340m), ponto culminante de Los Gigantes.


O Mogote Grande (2340m) e a via que escalamos


Final de tarde visto do nosso acampamento


Descansando os pés na porta da barraca, após um dia puxado, e curtindo o último entardecer de 2007. Fomos dormir cedo na noite de Ano Novo.


No dia seguinte (01/01/2008) de manhã cedo desmontamos acampamento, arrumamos as mochilas e iniciamos a caminhada de volta. Descemos por uma outra trilha, diferente da que tínhamos subido. Este caminho era mais íngreme e direto. No entanto era menos marcado. Nos desviamos da trilha correta umas três vezes, tendo que retornar um pouco até reencontrar o caminho. Mas deu tudo certo. Chegamos no Refúgio La Rotonda, tomamos um banho, organizamos as coisas no carro e partimos. Seguimos viagem no sentido noroeste, por um trecho longo de estrada de terra, rodeados por uma paisagem bastante rochosa e bonita. Depois de cerca de 2 horas de viagem, alcançamos finalmente em uma estrada de asfalto e daí seguimos rumo ao nosso próximo destino: a região do Talampaya e Valle de La Luna.