Foto: Parque da Redenção
Foto: Tartarugas, no Parcão
Foto: Inseto, no Parque da Redenção
Texto e fotos: Roberto Lacaze
Foto: Parque da Redenção
Foto: Tartarugas, no Parcão
Foto: Inseto, no Parque da Redenção
Texto e fotos: Roberto Lacaze
Foto: Filippo Croso, durante a conquista da via "Baguette Não", em Andradas (MG). Foto de Roberto Lacaze
Foto: Filippo Croso e Roberto Lacaze no cume da Pedra do Pântano, após abrir a via "Baguette Não" e efetuar assim a primeira ascensão da Pedra do Pântano, em Andradas (MG).
Figura: Croqui da via "Baguette Não", na Pedra do Pântano, em Andradas (MG)

Andradas - MG:
O site do Abrigo do Pântano contém várias informações sobre as escaladas da região de Andradas:
O texto a seguir, extraído do site do Abrigo do Pântano, relata a conquista das primeiras vias na Pedra do Pântano:
Uma serra com paredes de granito de quase 200 metros de altura intocadas a apenas duas horas e meia de São Paulo? Era difícil acreditar nessas histórias que o Renato Affonso contava sobre as pedras que havia perto da cidade de Andradas. Mas em um final de semana de outubro de 1998, depois de muita insistência por parte do Renato, Roberto Lacaze foi conferir de perto as paredes tão comentadas. Tão logo, ficou impressionado com o potencial da região para a escalada em rocha. Naquele final de semana Renato e Roberto foram já com a intenção de dar continuidade à via que o Renato tinha iniciado com o francês Antoine na Pedra do Pântano. Ele havia retornado para a França e a via tinha ficado inacabada. Roberto sugeriu o nome de “Pão Francês” para a via, em homenagem ao Renato (ex-padeiro e “português”) e ao Antoine. No entanto, naquele final de semana, primeira vez em que o Roberto esteve por lá, o tempo estava chuvoso. E a via que Renato e Antonie haviam iniciado seguia por uma canaleta por onde escorria água. Estava impraticável. Não pensaram duas vezes e decidiram então iniciar a conquista de uma outra via ao lado esquerdo, onde a rocha estava menos molhada.
Os meses seguintes também foram chuvosos e sempre que os escaladores iam para Andradas dava continuidade apenas a essa nova via, deixando a “Pão Francês” intacta. No ano seguinte Filippo Croso começou a ajudar na conquista. E foi somente em agosto de 1999 que Filippo e Roberto terminaram a via e chegaram ao cume da Pedra do Pântano. Deram o nome a via de “Baguette Não”, como uma brincadeira ao Renato, que estava naquela época com a idéia de dar nomes de pães às vias abertas naquele setor. Mas a idéia não foi muita bem aceita, quando ele tocava no assunto a galera desconversava, e em uma dessas conversas, veio a real: “Qualquer nome menos Baguete, Baguete Não!”.
Após a conclusão da primeira via na Pedra do Pântano, a "Baguette Não", os escaladores de São Paulo continuaram trabalhando na conquista de outras vias. Roberto voltou à Pedra do Pântano junto com o David Henrique: Terminaram de abrir a via “Pão Francês” até o cume e também abriram uma variante, a via “Perdidos no Pântano”. A galera de São Paulo começou a divulgar o local para que outros escaladores também se interessassem em conquistar vias. Apresentaram a pedra para escaladores de Bragança Paulista, que iniciaram uma nova via: a “Nini Van Prehn”. Mais tarde, escaladores de Mogi Mirim também iniciaram a conquista de uma via na Pedra do Pântano: a “Caninana”, conquistada no ano de 2001. Esses últimos já haviam conquistado em 1994 algumas vias na Pedra do Elefante, onde se iniciaram as escaladas na região de Andradas.
Desde então o número de conquistas é crescente. Atualmente a região de Andradas oferece uma boa diversidade de vias (do esportivo ao tradicional) aos escaladores que por lá quiserem se aventurar. Hoje já existem vias abertas na Pedra do Pântano, Pedra do Elefante, Pedra do Boi e, em outras pedras da região, não esquecendo é claro do campo de boulders.
Estas formações distam de 15 a 20 km do centro da cidade de Andradas, em um ambiente de pastos e florestas, estradas de terra, riachos, pequenos bairros, tranqüilidade e silêncio, além de uma ótima receptividade da população local em relação aos montanhistas e a atividade.
Foto: Pedra do Elefante, em Andradas (MG)
Foto: Pedra do Boi, em Andradas (MG)
O texto a seguir, extraído do site do Abrigo do Pântano, relata a conquista das primeiras vias na Pedra do Elefante, pelo pessoal de Mogi Mirim, assim como a conquista da primeira via no Corpo do Elefante (a via “5.15”):
Durante a realização de um trabalho de campo com a intenção de se localizar uma cavidade natural (caverna), que existe naquela região, a equipe de Montanhismo "Escala" avistou de longe um imponente conjunto de pedras (formação rochosa), que logo chamou atenção de todos.Sua dimensão e o desenho formado por sua silhueta que sugere a figura de um Elefante, logo contagiou a todos da equipe, que de imediato iniciou os trabalhos de pesquisas e assim descobriu-se a história da Pedra do Elefante através dos moradores locais.Até os dias de hoje muitos moradores ainda usam o nome da Pedra do Diamante como referência geográfica. Em 1994 iniciou-se a primeira conquista na Pedra do Elefante também conhecida como Pedra do Diamante. A via conquistada foi à Via Normal, localizada na cabeça do Elefante com 130 metros. Em 2004 a via chamada de “A Era do Gelo”, foi a primeira via conquistada a ser patrocinada por uma empresa fabricante de equipamentos: a "CONQUISTA". Em janeiro de 2005 foi conquistada a primeira via no "Corpo do Elefante", a Via 5:15, com 190 metros, por Filippo Croso e Roberto Lacaze.
Encravada na serra da Mantiqueira, onde neste trecho recebe o nome de Serra do Pau D’Alho, com altitudes variando entre 900 a 1510 metros de altitude a Pedra do Elefante fica localizada entre as cidades mineiras de Andradas e Ibitiúra de Minas - MG.
Pedra da Piedade - Itajubá (MG):
O link abaixo mostra algumas vias na Pedra da Piedade. A maior parte das vias da Pedra da Piedade foram conquistadas depois de eu, o Cláudio e o Carlão abrirmos nossas vias. Essa pedra era ainda muito pouco conhecida quando abrimos nossas vias. Alguns anos depois, o pessoal da região abriu diversas vias e o local passou então a ser bastante freqüentado. O pessoal de lá não tinha conhecimento dos nomes de nossas vias e muito menos de nós. Passei essas informações mais tarde para eles.
Foto: A incrível Pedra Furada, vista do topo do Morro da Igreja (1822m).
Foto: O Morro da Igreja (1822m)
A primeira vez que passei por lá, em 2004, estava de férias, viajando de carro desde Porto Alegre em direção a São Paulo. Decidi fazer a viagem pela serra: de Cambará do Sul segui até São José dos Ausentes, passei por Silveira e continuei até São Joaquim, tudo por estrada de terra. De São Joaquim fui até Urubici (por estrada asfaltada). De Urubici fui conhecer o Morro da Igreja e continuei pela Serra do Corvo Branco (em estrada de terra, com exceção do trecho mais alto: o "passo" e os caracóis, onde é asfaltado), descendo até o litoral.

Foto: Serra do Corvo Branco

Foto: Serra do Corvo Branco: muitas curvas e belas paredes de basalto
O Morro da Igreja está situado na Serra Geral, no sudeste do estado de Santa Catarina. Seu pico possui 1822m de altitude e é considerado o ponto habitado mais alto da Região Sul. Também é considerado um dos lugares mais frios do Brasil, onde no inverno são comuns as temperaturas negativas e a ocorrência de queda de neve. Nele foi registrada a temperatura de -17,8°C, em 29 de junho de 1996, possivelmente a temperatura mais baixa já medida no Brasil. Porém, esse registro não é oficial. A menor temperatura registrada oficialmente no Brasil até essa data foi de -14°C, no município de Caçador, também no estado de SC, em 1952.
No alto do Morro da Igreja há uma base militar da Força Aérea Brasileira (FAB) e também antenas de controle do tráfego aéreo (CINDACTA). Um pouco abaixo do cume do Morro da Igreja está a Pedra Furada, uma linda formação rochosa em forma de arco.
O Morro da Igreja (1822m) é o segundo ponto mais alto de Santa Catarina e o quarto da região Sul do Brasil, atrás do Morro da Boa Vista (1827m), em Santa Catarina, e dos picos Caratuva (1860m) e Paraná (1877m), no estado do Paraná.
Foto: Roberto Lacaze escalando na Gruta da Terceira Légua, em Caxias do Sul-RS
Foto: Eduardo Tondo (Duca) escalando na Gruta da Terceira Légua, em Caxias do Sul-RS
Foto: Eduardo Tondo (Duca) escalando na Gruta da Terceira Légua, em Caxias do Sul-RS 
Foto: Roberto Lacaze, cruzando as rochas ao lado da Laguna de Los Tres, para ter acesso ao glaciar que leva ao Passo Superior.
Foto: Da esquerda para a direita: Saint Exupery, Rafael (ou Innominata), Poincenot e Fitz Roy.
Foto: Poincenot (3002m): a nuvem que se forma a partir do ombro do Poincenot é formada pelo forte vento vindo do oeste.
Foto: Roberto e Diego, subindo para o Passo Superior.
Foto: Diego e David, cavando uma cova na neve, no Passo Superior.
Foto: Roberto e David, dentro da cova de gelo, no Passo Superior: nosso "acampamento alto".
Foto: Retornando do Poincenot na tempestade, após uma das tentativas de escalada.
Foto: Retornando na tempestade, numa das tentativas de escalada.
Foto: Escalando nas agulhas da região do Frey
Foto: A vista desde o Refúgio Frey: a laguna Toncek e a Torre Principal do Cerro Catedral.Após esses dias de escalada em rocha na região do Frey, voltamos para Bariloche.
Dos dias 04/01 ao 11/01 estive no Cerro Tronador, como instrutor do curso de escalada em gelo do CAP - Clube Alpino Paulista.
No dia 08/01, junto com os alunos do curso, escalamos o Pico Argentino do Cerro Tronador.
Foto: No cume do Pico Argentino do Cerro Tronador, junto com os alunos do curso de escalada em gelo.
Foto: A Estação Antártica Comandante Ferraz e a Baía do Almirantado, vistas do cume do Morro da Cruz (265m), na ilha King George.