Caviahue - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 12)

No dia 18/01/2012 deixamos Copahue e seguimos pela estradinha de terra que leva até Caviahue. O caminho é bonito e curto: Logo chegamos em Caviahue. Tomamos o café-da-manhã na padaria e depois fomos consertar o pneu do carro que estava esvaziando. Aproveitamos e invertemos também o lado de outro pneu, que havia desgastado bastante pois as rodas estavam desalinhadas. Os milhares de quilômetros rodados em estrada de terra estavam mostrando suas consequências. Arrumado o pneu, fomos conhecer o camping municipal gratuito, que fica um pouco afastado da cidade. Depois fizemos uma caminhada até a Cascata Escondida. E mais tarde fizemos outra caminhada, subindo o morro que está atrás da cidade. Em cima deste morro está a Laguna Escondida. Depois passeamos um pouco a pé pela cidadezinha e então voltamos para o camping. Montamos acampamento e cozinhamos um macarrão.

O povoado de Caviahue está na margem do lago de mesmo nome e aos pés do Vulcão Copahue (2997m).


Caviahue e o Vulcão Copahue (2997m), ao fundo.


Vista do pequeno cânion por onde caminhamos até chegar na Cascata Escondida.


Os pehuenes (uma espécie de araucária) são bastante comuns na região.


A Laguna Escondida está em cima de um morro que fica logo atrás do vilarejo de Caviahue. Ela tem esse nome pois só pode ser vista depois que se sobe o morro. Uma caminhada curta e bastante íngreme (uma “escalaminhada”) leva até lá. Ao fundo pode-se ver o Vulcão Copahue.


Visual de cima do morro, onde está a Laguna Escondida. Lá embaixo está o vilarejo de Caviahue e o Lago Caviahue.


Curtindo o visual!


No dia seguinte (19/01) desmontamos a barraca, arrumamos as coisas no carro e seguimos até a cidade, onde tomamos o café-da-manhã. Então fomos conhecer as quatro cascatas. Caminhamos um pouco e tiramos fotos das cachoeiras: É um lugar muito bonito.

Ao lado de Caviahue está um grupo de quatro cascatas.


Parede de basalto


Uma das quatro cascatas


Outra das quatro cascatas... com vista para o Vulcão Copahue, ao fundo.


Testando a sola das havaianas em um boulder





Após visitar as quatro cascatas, por volta das 12:00 partimos de Caviahue e seguimos viagem rumo à Bariloche.

Copahue - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 11)

Acordamos por volta das 9:00 no dia 16/01/2008, desmontamos nosso acampamento, arrumamos as coisas dentro do carro e passamos num supermercado para comprar o café-da-manhã. Por volta das 11:30 deixamos Chos Malal e partimos rumo ao nosso próximo destino: Copahue.

Seguimos um longo e bonito caminho em estrada de terra. Paramos para esquentar água para o chimarrão na beira da estrada e continuamos em nosso ritmo lento pela estradinha. Um pouco antes de chegar em Copahue, paramos para ver o belo Salto del Agrio. Tiramos algumas fotos e seguimos até Copahue, um pequeno vilarejo encravado na Cordilheira dos Andes, famoso por suas águas termais. Copahue está ao lado de um vulcão ativo, de mesmo nome.

Encontramos um camping no final do vilarejo. Estacionamos o carro e saímos para caminhar e conhecer o lugar. Fomos até uma cascata, que está acima de um nevero, ao lado do vilarejo. Depois continuamos subindo o morro até um bonito lago que está logo atrás. Seguimos um pouco mais adiante, acompanhando o riacho e passando ao lado de outro nevero. Bonito lugar! No final da tarde voltamos para camping, onde montamos nossa barraca e cozinhamos um macarrão para o jantar.


Rio, no caminho entre Chos Malal e Copahue


Salto del Agrio, próximo à Copahue


Vista do rio, logo abaixo do Salto del Agrio. As pedras são amareladas devido o enxofre trazido pela água.





Paisagem, pouco antes de chegar em Copahue


O vilarejo de Copahue está à 2020m de altitude


Copahue é conhecida por suas águas termais


Riacho, na caminhada que fizemos ao lado de Copahue


Na caminhada


Lago, pouco acima do vilarejo de Copahue


Acordamos às 8:30 no dia seguinte (17/01), tomamos o café-da-manhã e em seguida saímos de carro rumo ao Vulcão Copahue. Encontramos a estradinha que sobe rumo ao vulcão. Seguimos um pouco, mas logo paramos, pois a estrada era muito ruim. Então, continuamos a pé. Seguimos até o final da estradinha e depois continuamos pela trilha, subindo o vulcão. Em alguns momentos tivemos um pouco de dúvida sobre qual caminho seguir, mas fomos indo, no instinto. E não teve muito erro. Chegamos na boca da cratera, onde há um lago com água quente e cor leitosa. Muito legal! Mas o vento estava fortíssimo e não dava pra ficar muito tempo parado lá.

Depois de apreciar a vista da cratera, resolvemos tentar subir até o cume da montanha. Imaginamos que uma encosta rochosa logo à esquerda da cratera daria acesso ao cume. Começamos então a subir por aí. No entanto, quando chegamos na parte mais inclinada da parede tivemos que desistir, pois as rochas eram totalmente soltas e quebradiças. Depois conseguimos visualizar que o caminho não era por aí. Na verdade o cume estava bem mais longe, para trás. E o acesso ao cume era por outro lado da montanha.

Então o cume ficaria para, quem sabe, uma outra ocasião. Nos contentamos com a vista da cratera, que já valeu a caminhada. Descemos de volta até o carro e depois fomos conhecer um lugar chamado Las Maquinitas, onde há alguns poços de água quente e sulfurosa. Relaxamos um pouco com os pés dentro d’água e depois voltamos para o vilarejo. Fomos para o camping, tomamos um banho, e então saímos para comprar pão, queijo, requeijão e tomate para o jantar.


Vulcão Copahue (2997m)


Vista durante a subida do Vulcão Copahue


O lago, na cratera do Vulcão Copahue


Las Maquinitas: Águas termais, perto de Copahue


Caverna de gelo, logo abaixo da cascata que está atrás do vilarejo.


Senhores argentinos que conhecemos no camping. Copahue é bastante frequentada por senhores de idade, que buscam tratamentos terapêuticos nas águas termais.


Flores




No dia 18/01 desmontamos nosso acampamento e deixamos Copahue. Seguimos por estrada de terra até Caviahue, outra cidadezinha que está bem perto.

Via Mama Africa - Pedra do Divino - Andradas

Uma nova via recém conquistada na região de Andradas, na Pedra do Divino. A seguir está o croqui, para quem quiser conferir e conhecer essa pedra ainda muito pouco explorada e frequentada.

- Mama Africa ( 5 Vsup E3 110m; Andreas, Henrique Lima, Junior Lima, Silas Oliveira, Weberson Martins)


Croqui da via Mama Africa (Pedra do Divino, Andradas-MG), elaborado pelos conquistadores da via (Fonte: Henrique Lima - Abrigo de Montanha do Velho).
Obs.: Clique na imagem para ampliar

Mais informações: Escalada em Andradas - Informações e Croquis

Cerro Domuyo - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 10)

No dia 12/01/2008 paramos nosso carro no final da estradinha de terra, onde começa a trilha que vai para o Cerro Domuyo. Havíamos passado o dia viajando desde Chos Malal, e agora no final do dia, uma vez que encontramos o acesso ao Domuyo, decidimos tentar subir a montanha. O Cerro Domuyo (também conhecido com Vulcão Domuyo, embora acredito que não seja um vulcão) é considerado por muitos a montanha mais alta da Patagonia, com seus 4700m de altitude (também pode-se questionar se aí já estamos na Patagonia ou não, pois tem gente que considera o início da Patagonia bem mais ao sul – mas tudo isso são só convenções definidas pelo homem, ou seja, não importa).

Não estávamos trazendo em nossa viagem nenhum equipamento de escalada em gelo e também não tínhamos nenhuma informação sobre a subida dessa montanha. No entanto resolvemos fazer a caminhada de aproximação e ir subindo até onde fosse possível sem o equipamento. Quem sabe, se não houvesse muito gelo, poderíamos chegar no cume. Caso contrário, era só voltar no momento em que nos deparássemos com alguma dificuldade. E ainda assim teríamos desfrutado a caminhada de aproximação e a bonita paisagem da região.

Então, nesse final de tarde em que chegamos no fim da estrada, que está à 2450m de altitude, montamos nossa barraca ao lado do carro e acampamos, preparados para iniciar a caminhada no dia seguinte. Cozinhamos lentilha para o jantar e fomos dormir.


O Cerro Domuyo (4700m), visto da estrada de terra que vai de Chos Malal rumo à Águas Calientes.


Acordamos às 8:00 no dia seguinte (13/01), desmontamos acampamento de partimos pela trilha rumo ao acampamento base da montanha. Na primeira hora de caminhada tivemos dúvidas em alguns momentos sobre qual caminho seguir, mas fomos indo pelo instinto. Em certo momento vimos que a trilha parecia continuar do outro lado de um rio com bastante correnteza. Então, tiramos os tênis, cruzamos o rio e seguimos buscando o caminho. Aos poucos a trilha foi se definindo e assim já não tivemos grandes dúvidas de para onde seguir. Conforme subimos pudemos começar a ver o Domuyo, que antes estava escondido pelas encostas do vale. No caminho passamos por vários lagos bem bonitos.

Chegamos no acampamento base depois de umas 4 horas de caminhada. Montamos nossa barraca e passamos a tarde descansando. O acampamento base está à 3100m de altitude. O sol estava fortíssimo e fazia calor. Mas no final da tarde, assim que o sol se foi, a temperatura caiu.


Na caminhada rumo ao acampamento base


Um dos vários lagos que passamos durante a caminhada rumo ao acampamento base. O Domuyo pode ser visto ao fundo.





No acampamento base do Domuyo, à 3100m de altitude.


No dia seguinte (14/01) acordamos às 8:00. Arrumamos as coisas e desmontamos acampamento sem pressa. Começamos a caminhar por volta das 9:30, subindo rumo ao acampamento alto, que está à 3800m de altitude. Fomos sem pressa e fizemos duas grandes paradas de descanso durante a subida. Levamos 5h 30min para chegar lá. O acampamento alto está atrás de algumas pedras. Montamos nossa barraca e passamos a tarde descansando e deixando o corpo se aclimatar à altitude. Passamos praticamente toda a tarde dentro da barraca, onde, devido ao sol forte, chegava a fazer calor. Um pouco desconfortável. Porém, fora da barraca o vento estava ainda mais desconfortável. No final da tarde cozinhamos “miojo”, jantamos e fomos dormir cedo.


Visual do acampamento alto


No acampamento alto do Domuyo, à 3800m de altitude.


Cozinhando no acampamento alto


No outro dia (15/01) acordamos quando já tinha começado a clarear e saímos às 8:00 para subir o Domuyo. A partir do acampamento, a trilha continua subindo pela aresta (na face sul da montanha) e em seguida faz uma diagonal para a esquerda, atravessando até um pequeno colo, de onde se tem pela primeira vez a vista para o outro lado da montanha (a face leste). Um pouco acima desse colo, chegamos até uma rampa de gelo. Foi 1 hora de caminhada do acampamento até esse ponto. A rampa era razoavelmente inclinada e o gelo estava bem duro. Com botas duplas e crampons seria uma subida bem tranquila. Porém, apenas com nossas botinhas de caminhada, o gelo estava bem escorregadio. Assim, achamos mais prudente desistir. Estávamos à uns 4200m de altitude. Nos escondemos do vento forte atrás de uma pedra e paramos para tirar algumas fotos e apreciar a paisagem, antes de começar a descer.


Vista do ponto mais alto que chegamos, olhando a face leste do Domuyo


O glaciar que desce pela face leste do Domuyo


Auto-foto, no ponto mais alto que chegamos, à cerca de 4200m de altitude. Ao fundo pode-se ver a rampa de gelo que nos fez desistir, por não estarmos trazendo botas duplas e crampons.


Vista do ponto mais alto que chegamos, olhando para o sul. À esquerda pode-se ver a aresta onde está o acampamento alto. A subida do acampamento alto até aqui é feita por essa face sombreada.


Visual


A descida até o acampamento alto foi rápida. Desmontamos a barraca, arrumamos nossas mochilas e continuamos a descida. Passamos pelo acampamento base, onde pegamos algumas pedras interessantes que havíamos encontrado e separado, e seguimos descendo pela trilha de volta até o carro. No final do caminho, novamente tivemos que cruzar o rio. Tiramos os tênis, metemos as pernas dentro da água gelada (na altura das coxas), atravessamos o rio e nos calçamos novamente. Mais alguns minutos de caminhada e logo chegamos de volta no carro. Eram 14:40. Arrumamos as coisas dentro do carro e partimos pela estradinha de terra. Foram uns 150km de volta até Chos Malal.


Na estrada de terra, de volta rumo à Chos Malal


Visual da estrada


Chegando em Chos Malal, acampamos novamente no Camping Municipal e tomamos um belo banho. No final da tarde saímos para comer uma pizza, telefonar para o Brasil, e depois tomar um sorvete.

No dia seguinte (16/01) deixamos Chos Malal e continuamos nossa viagem no rumo sul.

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Cerro Domuyo (4700m), Provincia de Neuquén, Argentina:


Exibir mapa ampliado

Chos Malal, Andacollo, Los Bolillos e Águas Calientes (Argentina) - Viagem de carro pela Argentina e Uruguai (Parte 9)

No dia 11/01/2008 chegamos em Chos Malal por volta das 17:00, depois de um dia de viagem desde Malargüe. Passamos na secretaria de turismo da cidade onde nos informaram sobre o camping municipal. Em geral as cidades argentinas costumam ter uma secretaria de turismo, que fornece boas informações de onde se hospedar, o que fazer, pontos de interesse, etc. Além disso, é comum as cidades pequenas terem um camping municipal, que costuma ser bem barato. Assim, fomos para o camping municipal de Chos Malal, que está ao lado do rio que cruza a cidade. Um lugar bonito. Montamos nossa barraca, tomamos um chimarrão e cozinhamos macarrão: Programa básico de acampamento. O senhorzinho que cuida do camping era uma simpatia. Dizia: “Aquí es tranquilo, no hay problema”. Realmente Chos Malal nos pareceu um lugar bem tranquilo e agradável. E para incrementar um pouco nosso final de tarde, passamos também numa deliciosa sorveteria.

Acordamos umas 9:00 no dia seguinte (12/01), desmontamos acampamento e partimos, seguindo por estrada de terra no rumo noroeste. Passamos por uma cidadezinha chamada Andacollo, onde paramos numa padaria e depois tiramos algumas fotos na praça central. Então continuamos a viagem passando por Las Ovejas, onde pegamos água quente para fazer o chimarrão. Em seguida paramos num mirador ao lado da estrada, de onde se tem uma bonita vista do Rio Neuquén e do Cerro Domuyo (4700m).


O povoado de Andacollo está à cerca de 60km de Chos Malal, no rumo noroeste.


Casa rústica


No mirante, com o Rio Neuquén abaixo.


Cerro Domuyo (4700m) e o Rio Neuquén, vistos do mirante na beira da estrada.


Após nossa rápida parada no mirante, continuamos a viagem. Em seguida passamos por um bonito lugar chamado Los Bolillos. Paramos o carro e caminhamos um pouco entre essas singulares fomações rochosas.


Los Bolillos


Los Bolillos





Los Bolillos: impressionantes formações de rocha vulcânica


Olhando através de um furo na rocha, em Los Bolillos





Após nossa caminhada por entre as rochas de Los Bolillos, continuamos a viagem rumo à Águas Calientes, passando por belas paisagens no caminho. Chegando em Águas Calientes fomos conhecer o riacho de água quente que desce pela encosta. Um lugar legal para relaxar um pouco. Depois pegamos o carro novamente e seguimos rumo à Los Tachos, um conjunto de geisers que estão perto de Águas Calientes. Fomos seguindo as sinalizações pela estradinha de terra. Então estacionamos o carro e caminhamos por uns 10 minutos pela trilha que leva até os geisers.


O zigue-zague da estrada: O caminho para Águas Calientes


Paredes de basalto, no caminho para Águas Calientes





O Cerro Domuyo (4700m), visto no caminho para Águas Calientes


Nosso "carrinho" (um Celta 1.0): enfrentando longas estradas de terra e cascalho durante a viagem.


Na trilha para Los Tachos: os geisers estão localizados ao lado do rio, no fundo desse canion





Los Tachos: geisers





Após conhecer Los Tachos, voltamos até o carro e seguimos subindo até o final da estradinha de terra. Era final de tarde. Acampamos ao lado do carro, no local onde inicia a trilha de acesso ao Cerro Domuyo. Cozinhamos lentilha para o jantar e fomos dormir. Decidimos tentar escalar o Domuyo no próximos dias.