Nepal - Everest Marathon - 1999

No final de 1998 conheci um triatleta profissional chamado Sérgio Cordeiro, que estava com planos de correr uma maratona de altitude no Nepal: a Everest Marathon, a maratona mais alta do mundo. Ele estava buscando alguém que pudesse orientá-lo na aclimatação à altitude para essa competição e, através do Clube Alpino Paulista, me conheceu e convidou para esse trabalho.

Assim, em fevereiro de 1999, fomos passar duas semanas em Mendoza, na Argentina, onde fomos para o Cordón del Plata. Junto com nós também estava meu amigo Pedro. Fizemos o processo de aclimatação e subimos até uns 5300m. Depois, voltamos para Brasil, para terminarmos os preparativos para a viagem ao Nepal.

Em meados de março, então, eu e o Sérgio partimos para Londres. Após 5 dias em Londres, pegamos um vôo para Deli, na Índia, onde tivemos que passar uma noite, devido uma greve na companhia aérea que nos levaria ao Nepal. Chegando em Kathmandu, no Nepal, passamos alguns dias conhecendo a cidade. Então iniciamos, juntamente com toda equipe da competição, uma caminhada de duas semanas, desde Jiri, passando por Namche Bazar e seguindo até Gorak Shep, à 5200m, onde se daria a largada da maratona. A chegada da corrida foi em Namche Bazar. O Sérgio ficou em nono colocado na competição.
Aproveitei também para subir Kala Patar, próximo a base do Everest, de onde se tem uma linda vista da maior montanha do mundo.

- Kala Patar 5623m (Kumbu, Himalaya, Nepal; 10/Abril/1999)
De Namche Bazar, retornamos caminhando até Lukla, onde pegamos um vôo para Kathmandu. Depois desses 30 dias de grandes experiências no Nepal, retornamos ao Brasil, voando com escalas em Deli e Londres.



Foto: Acampamento "Piedra Grande", no Cordón del Plata, Mendoza, Argentina. Antes de ir para o Nepal, passamos duas semanas na Argentina. Essa foi a preparação e aclimatação para a viagem ao Nepal e a Everest Marathon (a maratona mais alta do mundo, próxima da base do monte Everest).

Foto: Vista de Kathmandu, a capital do Nepal. Apesar da enorme beleza cultural, é uma cidade suja, poluída e com bastante pobreza.


Foto: Uma stupa budista em Kathmandu. A riqueza cultural nepalesa é fascinante.

Foto: Caminhando na cadeia de montanhas do Khumbu, no Himalaia. Ao fundo pode-se ver o Ama Dablam, uma das montanhas mais conhecidas e belas da região.
Foto: Ama Dablam, visto no pôr-do-sol.


Foto: Pôr-do-sol nas montanhas do Khumbu, no Himalaia. Ao fundo vê-se o Lhotse (à direita, entre as nuvens), a quarta montanha maior do mundo, com 8501m; e o Nuptse (à esquerda), com aproximadamente 7850m. Atrás do Nuptse é possível também enxergar a ponta do Everest, com 8848m.

Foto: Algumas das belas montanhas do Khumbu, no Himalaia.

Foto: Uma stupa budista na região do Khumbu, no Himalaia.

Foto: Um yaque: o boi himalaiano, totalmente adaptado às condições de frio e altitude.

Foto: Caminhando na cadeia de montanhas do Khumbu, no Himalaia. Ao fundo está o Pumori, com mais de 7000m de altitude.

Foram 2 semanas de caminhada desde o povoado de Jiri até Gorak Shep, à 5200m, onde se deu a largada da maratona. A corrida, de 42km, percorreu terreno acidentado, por trilhas, desde Gorak Shep (próximo à base do Everest) até a cidade de Namche Bazar.


Foto: O Everest, a mais alta montanha do mundo, com 8848m de altitude.

Foto: O Lhotse (à direita): é a quarta montanha mais alta do mundo, com 8501m.

Foto: Aeroporto de Lukla, de onde pegamos um vôo de volta para Kathmandu, após três semanas de caminhadas pelas montanhas do Himalaia e após o Sérgio Cordeiro correr a Everest Marathon, a maratona mais alta do mundo. O aeroporto está encravado na borda de um vale e a pista é uma rampa de cascalho.


Texto e fotos: Roberto Lacaze

3 comentários:

  1. sao imagens que nos fazem pensar o tao pequeninos que somos neste universo, perante tamanha grandeza

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