Travessia da Ponta da Joatinga
Chaltén - 2003

Foto: Roberto Lacaze, cruzando as rochas ao lado da Laguna de Los Tres, para ter acesso ao glaciar que leva ao Passo Superior.
Foto: Da esquerda para a direita: Saint Exupery, Rafael (ou Innominata), Poincenot e Fitz Roy.
Foto: Poincenot (3002m): a nuvem que se forma a partir do ombro do Poincenot é formada pelo forte vento vindo do oeste.
Foto: Roberto e Diego, subindo para o Passo Superior.
Foto: Diego e David, cavando uma cova na neve, no Passo Superior.
Foto: Roberto e David, dentro da cova de gelo, no Passo Superior: nosso "acampamento alto".
Foto: Retornando do Poincenot na tempestade, após uma das tentativas de escalada.
Foto: Retornando na tempestade, numa das tentativas de escalada.
Bariloche - 2003
Foto: Escalando nas agulhas da região do Frey
Foto: A vista desde o Refúgio Frey: a laguna Toncek e a Torre Principal do Cerro Catedral.Após esses dias de escalada em rocha na região do Frey, voltamos para Bariloche.
Dos dias 04/01 ao 11/01 estive no Cerro Tronador, como instrutor do curso de escalada em gelo do CAP - Clube Alpino Paulista.
No dia 08/01, junto com os alunos do curso, escalamos o Pico Argentino do Cerro Tronador.
Foto: No cume do Pico Argentino do Cerro Tronador, junto com os alunos do curso de escalada em gelo.
Texto e fotos: Roberto Lacaze
Antartica - 2002
A partir do Rio de Janeiro, fomos com o avião Hércules da FAB até a Estação Frey (chilena). Da estação chilena, o navio Ary Rongel nos levou até a estação brasileira. Era final de novembro.
Fiquei lá até fim de dezembro.
Neste período ajudei alguns projetos de pesquisa e também fiz várias caminhadas pelos arredores da Estação Comandante Ferraz, Estação Arctowski (polonesa), Ponta Demay, Ponta Telefon, Ponta Ulman, entre outros.
Subi as seguintes montanhas:
- Morro da Cruz 265m (Ilha King George, Antártica; 29/Novembro/2002)
- Pico Norte 320m (Ilha King George, Antártica; 12/Dezembro/2002)
Foto: A Estação Antártica Comandante Ferraz e a Baía do Almirantado, vistas do cume do Morro da Cruz (265m), na ilha King George.
Itatiaia
Em março de 1997 passei uma semana em Itatiaia com o Beto Vilela e o Pedro Teixeira. Numa das noites dormimos no cume do Pico de Agulhas Negras. Foi um belo bivaque.
Em outubro de 1999 passei alguns dias em Itatiaia com o Gustavo, a Cláudia, a Mabel, o Pedro e a Fabiana.
Subi a Pedra do Sino de Itatiaia junto com o Gustavo, a Cláudia e a Mabel:
- Pedra do Sino de Itatiaia 2670m (Serra do Itatiaia, MG; 10/Outubro/1999)
Fiz também uma tentativa de subir a Pedra da Coroa, junto com a Mabel. Acabamos não conseguindo chegar, pois estava tarde. Retornamos para o acampamento subindo as Agulhas Negras pela Via Sul e descendo pela Via Pontal.
Em julho de 2002 passei alguns dias em Itatiaia com o Camilo e o Maykel. Escalamos e caminhamos bastante todos os dias.
Dessa vez conseguimos subir a Pedra da Coroa. No mesmo dia, subimos também a Via Sul das Agulhas Negras e retornamos para o acampamento:
- Pedra da Coroa 2640m (Serra do Itatiaia, RJ; 07/Julho/2002)
Outro dia subimos o Pontão Ricardo Gonçalves, nas Agulhas Negras, e retornamos por uma canaleta inclinada na face oeste da montanha.
- Asa do Hermes 2630m (Serra do Itatiaia, MG/RJ; 02/Abril/1996)
Via Twister - Pedra Rajada - Andradas
Mais informações: Escalada em Andradas - Informações e Croquis
Escaladas na Cordilheira Blanca - Cerro Huascarán - Peru - junho de 2001
- Quisuaraju 5380m (Cordillera Blanca, Peru; 08/Junho/2001)
- Huascarán Sur 6768m (Cordillera Blanca, Peru; 26/Junho/2001)

Foto: Huaraz, no Peru.
De São Paulo, fomos de avião até Lima. E de Lima, pegamos um ônibus até Huaraz, que está ao lado da Cordilheira Blanca.

Foto: Caminhada de aproximação ao Alpamayo. Até o Acampamento Base são 2 dias de caminhada por um lindo vale cercado de paredes rochosas.

Foto: Lago, durante a caminhada de aproximação do Alpamayo.

Foto: Caminhada de aproximação: ao fundo pode-se ver o Cerro Alpamayo.
Foto: Quisuaraju (5380m).
Escolhemos o Quisuaraju, próximo ao Alpamayo, para nossa primeira escalada da viagem, para aclimatação. Os últimos 50 metros são uma escalada em rocha de III grau. O Marcos não estava se sentindo bem e ficou me esperando num platô. Subi em solo até o cume.

Foto: Roberto Lacaze no cume do Quisuaraju (5380m).
O tempo estava fechado, ventando e neviscando. Devo ter ficado menos de um minuto lá em cima. Desescalei rapidamente até onde o Marcos estava me esperando. Voltamos para o acampamento bastante cansados e abatidos pela altitude, por ainda não estarmos devidamente aclimatados.

Foto: Cerro Alpamayo.
Após um bom descanso para nos recuperarmos da subida do Quisuaraju, partimos para nosso próximo objetivo: o Alpamayo.
Foto: Subida ao "Acampamento Alto" do Cerro Alpamayo.
Durante a subida, o Marcos não estava se sentindo bem: Desistimos da escalada. Subi em solo pelo glaciar até o "Acampamento Alto", apenas para conhecer.
Retornamos à Huaraz. O Marcos voltou para o Brasil. E eu parti para o próximo objetivo, junto com um americano e dois alemães que conheci. Fomos então para o Cerro Artesonraju.

Foto: Cerro Artesonraju (6050m)

Foto: Cerros Parón (à esquerda) e Artesonraju (à direita)
Foto: Uma van nos levou até o Lago Parón, de onde parte a caminhada de aproximação ao Artesonraju.

Foto: Cerro Artesonraju (6050m).
Dormimos uma noite no acampamento base. Nevou durante a noite. Porém de madrugada o tempo abriu e nós saímos para escalar. O americado desistiu. Segui com os dois alemães, abrindo caminho na neve fofa. Afundávamos bastante, o que tornou a subida lenta e cansativa. Além disso, o tempo fechou durante a subida. Continuamos até o limite de segurança para o horário de retorno. Segundo o altímetro faltavam uns 200 metros até o cume. Porém estávamos muito lentos devido a grande quantidade de neve fofa. Decidimos então retornar, para evitar de ser pegos pela noite, o que não seria prudente, considerando ainda a neblina e o vento que apagava rapidamente todas nossas pegadas.
Desistimos de esperar para fazer mais uma tentativa devido as condições climáticas. Dormimos mais uma noite no acampamento e voltamos para Huaraz.

Foto: Cerro Chacraraju
O Chacraraju é uma montanha bastante difícil, que fica localizada próximo ao Artesonraju.
Foto: Cerro Huandoy, visto do acampamento base do Artesonraju.

Foto: A cidade de Huaraz fica ao lado da Cordilheira Blanca. Ao fundo pode-se ver o Cerro Huascarán (6768m), a montanha mais alta do Peru, e também uma das maiores de toda a América do Sul.

Foto: Acampamento na beirada do glaciar, durante a subida do Huascarán. Ao fundo pode-se ver o Huascarán Norte (6650m), à esquerda, e o Huascarán Sur (6768m), à direita.
O Huascarán foi o próximo objetivo meu e dos dois alemães. Fizemos a caminhada de aproximação até o Acampamento Base. No dia seguinte seguimos até o nosso segundo acampamento, na beirada do glaciar. No terceiro dia subimos até o Acampamento Alto, à 6000m de altitude.

Foto: O Huascarán Sur (6768m), visto no horário do pôr-do-sol.
Foto: Acampamento Alto do Huascarán, à 6000m de altitude. Esse acampamento fica localizado um pouco abaixo do colo entre os Huascarán Norte e Sur.
Foto: Roberto Lacaze, no cume do Huascarán Sur (6768m).
Retornando do cume, desmontamos nosso "Acampamento Alto" e continuamos descendo. Era por volta do meio dia. Na descida quase fomos pegos por uma grande avalanche, que passou de "raspão", a poucos metros de nós. Assustados, seguimos descendo rapidamente. Acampamos novamente nas pedras na beirada do glaciar ("sãos e salvos"...). Quando escureceu fiquei bastante contente de ver um puma. Ele estava rodeando nosso acampamento, atraído provavelmente pelo cheiro da comida. No dia seguinte continuamos nossa descida e retornamos para Huaraz.
Minhas férias estavam chegando ao fim e eu precisava voltar para o Brasil...
Texto e fotos: Roberto Lacaze
Via Invasores - Pedra do Pântano - Andradas
Mais informações: Escalada em Andradas - Informações e Croquis
Via Vulcano - Pedra do Elefante - Andradas
Mais informações: Escalada em Andradas - Informações e Croquis
Corcovado de Ubatuba
Uma bela caminhada, que fiz junto com meus amigos Gustavo, Cláudia e Clayton em dezembro de 2000.
- Corcovado de Ubatuba 1150m (Serra do Mar, SP; 23/Dezembro/2000)

Foto e texto: Roberto Lacaze
Pico do Gigante e Pico do Ovo - O lado esquecido do Parque Nacional de Itatiaia - ano 2000
Assim, no final de junho de 2000, eu e minha amiga Cláudia (Cláudia Vilela, grande companheira de escaladas e caminhadas), aproveitando o feriado do Corpus Christi, fizemos uma linda caminhada, que chamei de Travessia Rebouças-Serrinha.
OBS.: Não conheço registro de que alguém tivesse feito essa travessia antes de nós. Talvez tenhamos sido os pioneiros.
Dia 22/06/2000 - Entramos pela parte alta do parque, passamos pelo Abrigo Rebouças, Vale do Aiuruoca, Ovos de Galinha, seguindo pela trilha da Travessia Rebouças-Mauá. Seguimos por caminho conhecido até o local do “Rancho Caído”. Então deixamos a trilha que continuava em direção à Visconde de Mauá e subimos até o cume do Pico Maromba, à 2619 metros de altitude, onde fizemos nosso primeiro bivaque. Céu estrelado, vento e noite fria, temperatura abaixo de zero...
Dia 23/06/2000 - Lindo amanhecer. O vale abaixo de nós estava branco com a geada. Tempo bastante limpo: lá de cima do Maromba podíamos enxergar até a Serra dos Órgãos e os Três Picos de Salinas (incrível!). Continuamos nossa caminhada: Seguimos descendo pela crista até o cume sul do Maromba (Maromba Sul), onde desviamos diretamente para o Pico Cabeça de Leoa (ou Falso Cabeça de Leão), sem passar pelo Cabeça de Leão. Continuamos descendo pela crista e, ao final, subimos até o Pico do Gigante. Observamos que ainda faltava um longo caminho abrindo trilha para chegarmos no Pico do Ovo, o que não seria possível fazermos agora. Então, descemos um pouco pela crista em direção à Serrinha, até escurecer. Bivacamos em cima de um bloco de pedra meio inclinado. Passamos a noite sem água (nossa água já tinha acabado).
Dia 24/06/2000 - Descemos pela crista. Por volta do meio dia chegamos num riacho, onde pudemos matar nossa sede. Mais um pouco de caminhada de chegamos na civilização: Passamos pelo bairro da Serrinha, seguimos caminhando pela estrada de terra até conseguir uma carona que nos levou a Penedo. Pegamos uma van para Resende e então um ônibus para São Paulo.
No feriadão de 7 de setembro, fiz uma nova tentativa de chegar do Pico do Ovo, dessa vez com meu amigo Pedro Teixeira:
Dia 07/09/2000 – Descemos do ônibus na Rodovia Dutra às 2:00 da madrugada. Estava chovendo. Dormimos na varanda de um boteco que estava fechado. Acordamos às 5:30 e começamos a pedir carona. Após longa espera conseguimos uma carona até a Garganta do Registro e depois outra até a parque alta do parque. Conforme subimos acima das nuvens, o tempo foi abrindo, a chuva parando e o sol aparecendo. Caminhamos até o Pico Maromba, seguimos pela crista e subimos o Pico Cabeça de Leão. Enchemos nossas garrafas d’água num pequeno lago e pouco adiante paramos na encosta do Pico Cabeça de Leoa. Bivacamos em cima de uma laje de pedra. Caíram algumas gotas de chuva, mas não chegaram a incomodar.
Dia 08/09/2000 - Durante a noite as nuvens baixaram e o tempo limpou. Acordamos no dia seguinte com os sacos de dormir cobertos pela geada. Subimos o Pico Cabeça de Leoa e seguimos até o Gigante. A neblina não nos deixava enxergar o Pico do Ovo. Tentamos abrir um caminho para descer o Gigante em direção ao Ovo, mas terminamos numa pendente rochosa bastante inclinada. Voltamos para o Gigante e fizemos nosso bivaque ao lado de uma parede de pedra. Novamente caíram algumas gotas de chuva durante a noite, que não chegaram a incomodar, pois a parede de pedra nos protegia.
Dia 09/09/2000 - Tempo nublado, porém com nuvens mais altas. Pudemos enxergar o Pico do Ovo e traçar um caminho melhor. Começamos a abrir trilha na mata. Encontramos um campo de bromélias, cuja água ajudou a matar nossa sede. Mais algumas horas abrindo trilha e chegamos numa nascente (água!!). Seguimos mais um pouco, mas já estava ficando tarde. Precisamos voltar para nosso local de bivaque.
Dia 10/09/2000 - O feriadão estava terminando e tínhamos que voltar. Descemos pela crista até a Serrinha. Caminhamos ainda pela estradinha até conseguir uma carona até Penedo.
Duas semanas depois, num final de semana, eu, o Pedro e a Claudia fomos mais uma vez tentar chegar no Pico do Ovo. Dessa vez subimos a partir da Serrinha:
Dia 23/09/2000 - Saímos à meia noite de São Paulo e fomos de carro até a Serrinha. Começamos a caminhar às 4:30. Ainda estava escuro. Subimos até o Gigante em 6 horas de caminhada. Continuamos pelo caminho que tínhamos aberto na semana anterior e a partir daí seguimos então abrindo trilha em direção ao Pico do Ovo. No final da tarde voltamos para o Gigante, no nosso local de bivaque.
Dia 24/09/2000 - Acordamos cedo. Seguimos pela trilha que já tínhamos aberto e continuamos abrindo trilha até o Pico do Ovo, onde chegamos às 9:30. Haviam alguns bilhetes dentro de latinhas perto do cume: fazia mais de quinze anos que ninguém chegava lá (pelo o que pudemos entender o acesso antigamente era feito para partir da parte baixa do parque – Sede). Deixamos um livro de cume para registro. Ficamos 2 horas lá em cima, apreciando a paisagem. Comemoramos o aniversário da Cláudia em grande estilo. Depois voltamos para o Gigante e descemos para a Serrinha, onde pegamos o carro e voltamos para São Paulo.
Segue a lista das montanhas que subimos nessas viagens:
- Pico Maromba 2619m (Serra do Marimbondo, RJ; 22/Junho/2000)
- Pico Maromba Sul 2479m (Serra do Marimbondo, RJ; 23/Junho/2000)
- Pico do Gigante 2190m (Serra do Alambari, RJ; 23/Junho/2000)
- Pico Cabeça de Leão 2430m (Serra do Marimbondo, RJ; 07/Setembro/2000)
- Pico do Ovo 2085m (Serra do Alambari, RJ; 24/Setembro/2000)

Detalhe da carta do IBGE 1:50000. Indiquei os picos e deixei o trajeto tracejado na carta.
Obs.: Pontos para pegar água:
- Riacho na base do Pico Maromba ("Rancho Caído");
- Poças d'água entre os picos Cabeça de Leão e Cabeça de Leoa;
- Nascente no colo entre o Gigante e o Ovo;
- Riacho pouco acima da Serrinha.
Foto: Roberto Lacaze no cume do Pico Maromba (2619m). Ao fundo, da esquerda para a direita: Pico de Prateleiras, Pedra da Coroa, Pico de Agulhas Negras, Asa de Hermes e Pedra do Sino de Itatiaia.
Foto: Pôr-do-sol no cume do Pico Maromba. No horizonte, vê-se a sombra do maciço de Itatiaia projetada no céu.
Foto: Cláudia Vilela descendo pela crista a partir do Pico Maromba. À esquerda está o Pico Cabeça de Leoa (2483m). Ao fundo, mais abaixo, vê-se o Pico do Gigante (2190m).
Foto: Roberto Lacaze descendo pela crista a partir do Pico Cabeça de Leoa. Ao fundo, vê-se o Pico do Gigante e imediatamente à direita, mais abaixo, aparece a ponta do Pico do Ovo.
Foto: Roberto Lacaze no cume do Pico do Gigante (2190m).
Foto: Pico do Ovo (2085m), à direita, e o Pico do Gigante (2190m), à esquerda, vistos da crista que liga o Gigante à Serrinha.
Foto: Pedro Teixeira abrindo trilha entre o Gigante e o Ovo. Nesse momento encontramos uma nascente que matou nossa sede.
Foto: Roberto Lacaze abrindo trilha entre o Gigante e o Ovo. Ao fundo pode-se ver o Pico do Ovo.
Foto: Pico do Ovo (2085m), à direita, e o Pico do Gigante (2190m), à esquerda, vistos da crista que liga o Gigante à Serrinha.
Foto: Pico do Ovo (2085m), à direita, e o Pico do Gigante (2190m), à esquerda, vistos da crista que liga o Gigante à Serrinha.
Foto: Cláudia Vilela e Pedro Teixeira no cume do Pico do Ovo (2085m). Acreditamos que fazia mais de quinze anos que ninguém chegava lá, e provavelmente passarão outros tantos anos até que alguém volte.
Foto: O maciço de Itatiaia visto do cume do Pico do Ovo. Ao fundo, da esquerda para a direita: Pico de Prateleiras, Morro do Couto, Pico de Agulhas Negras, Pedra do Sino de Itatiaia e Pico Cabeça de Leão.
Foto: O Pico do Gigante (2190m) visto do cume do Pico do Ovo. À direita, vê-se a crista que desce em direção à Serrinha.












