Filme: Júnior - Montanhar - Escalada no Espírito Santo

O filme Júnior, produzido pela Montanhar, apresenta um pouco do enorme potencial de escaladas no estado do Espírito Santo e também denuncia a ação devastadora das mineradoras de granito na região. Vale a pena assistir:



Filme: Júnior (Fonte: Montanhar)

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Desenferrujando o esqueleto

Depois de tanto tempo fora do país, tanto tempo viajando pela Asia como mochileiro (porém, sem espaço para os equipamentos de escalada na mochila), estou podendo agora sair deste longo período de jejum. É muito bom estar escalando novamente, buscando recuperar o condicionamento físico perdido e, também, vendo a escalada com outros olhos: Os olhos de quem está recomeçando, de quem quer crescer, os olhos do novo, do entusiasmo. Estou feliz de estar enxergando desta maneira, ainda mais esta atividade, que já preencheu (e acredito que ainda preenche) um espaço enorme na minha vida. Assim, posso dizer também que o jejum, esta pausa de alguns anos, foi bom. Foi importante. As vezes é necessário parar, olhar as coisas de fora, sob outra perspectiva, retomar as forças, e então recomeçar. Agora morando novamente no Brasil, em Porto Alegre-RS, tento recomeçar... afinal, nunca é tarde.


Esta foto foi tirada no dia 30/04/2011, escalando no campo-escola Behne, em Ivoti-RS, junto com a Deise e o Antonio. (Crédito da foto: Antonio Gadenz).

Escalada em Andradas - Informações e Croquis

Foto: Pedra do Pântano
Andradas está no sul de Minas Gerais. Próximo à cidade há uma área fantástica para escalada em rocha, encravada na Serra da Mantiqueira, onde neste trecho especificamente, recebe o nome de Serra do Pau D’Alho, com altitudes variando entre 900 e 1600 metros.

Através dos links abaixo, você poderá obter mais informações sobre as escaladas na região:

Um Pouco de História

Como Chegar

Onde Ficar:
- Abrigo de Montanha do Pântano
- Abrigo de Montanha do Velho


Alguns Croquis de Vias de Escalada:

- Pedra do Elefante:

5:15 (Cinco e Quinze) - 5 Vsup E2 190m
Dona Terezinha - V E1 45m
Erupção - 5 VI E2 160m
Nimbos - 3 IIIsup E1 65m
Nois Que Feis - 2 IIsup E2 100m
Normal - 2 IIsup E2 140m
Via do Jacaré - 3 IIIsup E1 50m
Vulcano - 4 V E2 150m


- Pedra do Pântano:

Baguette Não - 5 VI A1+ E2 150m
Invasores - VI E3 28m
Manteiga Derretida - 5 V E2 50m
Pão Francês - 5 VIsup E3 150m
Perdidos no Pântano - VIIa E3 40m
Tendências Sociofóbicas - 6 VIsup ( A1+ / IX? ) E3 120m
Universo Paralelo - 6 VIIc E2 55m


- Pedra Rajada:

Twister - 6 VIIa E2 40m


- Pedra do Divino:

Mama Africa - 5 Vsup E3 110m

Pico do Baiano - Via Obra do Acaso - Serra do Caraça

Por: Roberto Lacaze

O Pico do Baiano (2016m de altitude), localizado na Serra do Caraça, Minas Gerais, possui em sua face leste uma enorme parede de quartzito de mais de 600 metros de altura, cenário de longas vias de escalada em rocha.

Tive a oportunidade de conhecer esta montanha em julho de 1999, durante uma viagem de mais de um mês escalando por diversas regiões de Minas Gerais e Rio de Janeiro, junto com o David Henrique. Encontramos o Kaka em Belo Horizonte, que, como reza a tradicional hospitalidade mineira, nos propôs irmos escalar no Baiano. Assim, viajamos até Morro da Água Quente, um pequeno vilarejo localizado aos pés da montanha. Era noite quando chegamos lá. Esticamos nossos sacos de dormir em uma praça e fizemos um bivaque.

Acordamos cedo no dia seguinte (14/07/1999) e saímos às 7:45 rumo à montanha. Subimos por uma trilha, que nos levou, em cerca de 2 horas de caminhada, até a base da parede.

Nesta época, existiam quatro vias no Baiano: A primeira via, chamada Odisséia ao Crepúsculo, que contava com algumas repetições; e mais três vias, que provavelmente nunca tinham sido repetidas. Uma delas, chamada Megacefalomania, havia sido conquistada recentemente pelo Kaka.

A princípio, pretendíamos repetir a via dele, porém quando chegamos na parede decidimos entrar em outra via para conhecer, que tinha acabado de ser conquistada. Durante a subida vimos que várias chapeletas ainda estavam com o pó da rocha, resíduo da abertura dos furos. Escalamos a via o mais rápido que pudemos para uma cordada de três pessoas. Em 4 horas de escalada subimos os 650 metros de via e chegamos no cume. A vista lá de cima estava linda. Não havia nenhuma nuvem no céu. Assinamos o livro de cume do Baiano e descobrimos que a via se chamava Obra do Acaso e tinha sido concluída alguns dias antes, em 10/07, o que nos leva a crer que fizemos a primeira repetição da via.

Decidimos rapelar pela via Megacefalomania, que o Kaka conhecia bem e isso facilitaria nosso trabalho. A parede estava na sombra e fazia frio. Foram vários rapeis até finalmente chegarmos na base da pedra. Já estava escurecendo. Fizemos a caminhada de volta pela trilha até o vilarejo, onde chegamos por volta das 21:00. Comemos um “prato-feito” em um restaurante, cansados depois do longo dia de escalada. Conversamos com o dono do restaurante e, novamente salvos pela hospitalidade mineira, ele nos deixou dormir no chão salão. Empurramos algumas mesas, esticamos nossos sacos de dormir no chão e desmaiamos.

O tempo virou no dia seguinte (15/07). As nuvens encobriam o Pico do Baiano. Eu e o David, que até então estávamos pensando em escalar a via Megacefalomania neste dia, mudamos de idéia. Deixamos Morro da Água Quente e resolvemos aproveitar o dia de tempo ruim para conhecer Ouro Preto.


Foto: A imponente face leste do Pico do Baiano (2016m), onde localizam-se as vias de escalada.

A seguir estão duas versões de croquis da via Obra do Acaso:

Croquis da via Obra do Acaso 5º VI (A0/VIIc) E2 650m
Obs.: Clique nas imagens para ampliar.


A via Obra do Acaso é toda protegida com chapeletas. Não é necessária a utilização de equipamentos móveis, embora um cliff de buraco (talon ou similar) pode ser útil para passar os crux da terceira e da sexta enfiada.

Infelizmente, o acesso ao Pico do Baiano atualmente está proibido pela companhia de mineração que existe na base da montanha. Portanto, parece que hoje em dia o “crux” da via mesmo é conseguir chegar na base da pedra sem ser notado pelos vigilantes da mineradora. Quando estive lá, em 1999, o acesso ainda não estava proíbido e portanto não tivemos este problema.

Para mais informações sobre o Pico do Baiano e também sobre as outras vias de escalada nesta montanha, veja o site do Centro Excursionista Mineiro (CEM):
CEM – Vias de escalada no Pico do Baiano
CEM – Acesso ao Pico do Baiano



Exibir mapa ampliado
Obs.: A imagem pode ser movimentada com o mouse, se desejar mudar o ângulo ou dar zoom.

Filme Platô - Rio de Janeiro - Platô da Lagoa

O filme Platô conta a história das vias do Platô da Lagoa, uma falésia carioca que sediou um dos primeiros campeonatos de escalada esportiva do Brasil. O filme discute também a polêmica utilização de agarras cavadas artificialmente no local. Esta produção participou da 10ª Mostra Internacional de Filmes de Montanha e pode ser assistida na íntegra abaixo:



PLATÔ [HD] from Ricardo Cosme on Vimeo.

Via Erupção - Pedra do Elefante - Andradas

A via Erupção está na Pedra do Elefante (Andradas-MG), no Setor da Cabeça do Elefante, à direita da via Vulcano.

- Erupção ( 5 VI E2 160m; Andreas, Henrique Lima, Junior Lima, Silas Oliveira, Weberson Martins)


Croqui da via Erupção (Pedra do Elefante, Andradas-MG), elaborado pelos conquistadores da via (Fonte: Henrique Lima - Abrigo de Montanha do Velho)
Obs.: Clique na imagem para ampliar

Mais informações: Escalada em Andradas - Informações e Croquis

Via Leste - Pico Maior - Três Picos de Salinas

A via Leste do Pico Maior é certamente um clássico da escalada em rocha no Brasil. De estilo tradicional, bastante longa (com cerca de 700m de extensão) e localizada em um lugar belíssimo da Serra do Mar (o Parque Estadual dos Três Picos), a Leste é uma experiência incrível para aqueles que buscam um contato intenso com a montanha.

Este filme que coloco a seguir foi produzido pela Montanhar e retrata com lindas imagens a escalada desta via, além de contar um pouco sobre a história de sua conquista (em 1974).

Parte 1:




Parte 2:




Croqui (clique na imagem para ampliar):

Croqui da via Leste do Pico Maior. Fonte: FEMERJ


Tive a oportunidade de conhecer esta via em julho de 1999 em uma viagem que fiz com o David Henrique, onde passamos por vários locais de escalada do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Optamos por subir da maneira mais leve possível, para poder ganhar agilidade e velocidade. Escalamos em simultâneo a primeira metade da via, até chegar na primeira chaminé. A partir daí a linha faz mais zigue-zagues e portanto seguimos fazendo segurança normal. Foram cerca de 4h30min da base da via até o cume. Rapelamos pela via Sílvio Mendes e no final da tarde já estávamos de volta no acampamento.

Foto: A imponente face leste do Pico Maior (2316m). Localizado em Nova Friburgo (RJ), o Pico Maior é o ponto culminante da Serra do Mar.


Foto: Roberto Lacaze no topo do Pico Maior (2316m).

De volta ao Brasil

Chegamos no aeroporto de Guarulhos no dia 23/03/2011 de manhã cedinho. Havíamos embarcado em Barcelona no final da tarde do dia anterior e passado a noite viajando. Meu pai nos buscou no aeroporto e fomos para casa. Era boa e ao mesmo tempo estranha a sensação de estar de volta no Brasil depois de tanto tempo longe. Foram dois anos e meio vivendo fora do Brasil, parte morando em Barcelona (cerca de um ano) e parte viajando, passando por Europa, África e, principalmente, Ásia (cerca de um ano e meio). E depois de tanto tempo viajando, vivendo como nômades, agora estávamos cansados, precisando parar um pouco, sedentos por um lar.

Passamos três semanas na casa de meus pais, em São Paulo, aproveitando esse tempo para descansar e também organizar algumas coisas. Compramos um carro e, no dia 12/04, viajamos para Porto Alegre. Carregamos tudo o que pudemos – não cabia mais nada no pobre veículo – e fizemos assim nossa “mudança” para Porto Alegre, onde estaríamos morando nos próximos tempos.

Depois de um longo dia de viagem chegamos em Porto Alegre. Passamos uma semana e meia na casa da mãe da Deise, aproveitando esses dias para buscar um apartamento para alugar. E então, no dia 22/04 nos mudamos para nossa nova casa. Enfim, um lar: Um lugar para acomodar nossas coisas, um armário para guardar nossas roupas, uma geladeira para colocar nossa comida, uma estante para deixar os livros, um banheiro, um sofá – um lugar para descansar.


Pôr-do-sol em São Paulo

Fez - Marrocos

No dia 10/03/2011 nós pegamos em Girona um vôo para Fez, no Marrocos. Esta era a segunda vez que eu e a Deise íamos à Fez e também já conhecíamos relativamente bem o Marrocos. No entanto era a primeira vez da Inês e da Nanda. Para elas tudo era novidade e, por isso, no princípio estavam um pouco assustadas.

Chegamos de noite no aeroporto de Fez e negociamos um taxi para a Medina. Não tínhamos nenhuma reserva de hotel. O taxi nos deixou na entrada da Medina e a partir daí saímos caminhando pelas ruelas em busca de uma pousada. Depois de longas andanças, pesquisas e negociações, decidimos ficar no mesmo lugar onde já tínhamos ficado na outra vez que estivemos em Fez, dois anos atrás. E uma vez instalados, saímos para jantar os tradicionais cuscuz e tagine. Já era tarde e as ruas estavam vazias. Depois de jantar fomos descansar. Tinha sido um longo dia.

Passamos 5 dias em Fez, passeando, caminhando pela Medina e arredores, aproveitando a culinária marroquina e olhando o comércio local, com suas inúmeras lojas de produtos típicos. No terceiro dia trocamos de hotel, pois encontramos outro, mais confortável e um pouco mais barato, localizado próximo da entrada da Medina. E assim os dias foram voando.

Fez, vista do telhado no nosso hotel





Bab Bou Jeloud é a entrada principal de Fez el-Bali, o coração da Medina.


A muralha da Medina e, ao fundo, um cemitério.


Pôr-do-sol visto do telhado do nosso hotel, próximo à Bab Bou Jeloud, destacando o minarete de uma mesquita e, ao fundo, a muralha da Medina.


Visual do telhado do hotel, destacando o minarete de uma mesquita e, ao fundo, a enorme muralha.


Ruínas e, ao fundo, as montanhas ao redor de Fez.


Homens vestindo chilaba (túnica típica), na medina de Fez.


Vendedora de cerâmicas


Os tradicionais curtidores de couro de Fez


O couro é tingido nestes tanques, em condições insalubres de trabalho.


Calçados de couro à venda


O minarete de uma mesquita, na medina.





Nas ruas estreitas da medina a maior parte das mercadorias são transportadas no lombo de burros.


Vendedor de especiarias


As deliciosas azeitonas marroquinas


Vendedor de ovos


Mesquita


Cerâmicas à venda





Uma senhora, mendiga, e seus gatos





Bab Dekkaken


Place des Alaouites, Fez el-Jdid


Apreciando a culinária marroquina


No dia 15/03/2011, no final da tarde, pegamos um taxi para o aeroporto e, de noite, embarcamos de volta para a Espanha. Ao chegar em Girona, pegamos um ônibus para Barcelona e, então, um taxi até o apart-hotel que tínhamos reservado. Era tarde e estávamos cansados.


Para ver o relato e as fotos da primeira vez que estivemos em Fez, em fevereiro de 2009, clique aqui.

Viagem de carro nos Pireneus

No dia 05/03/2011 alugamos um carro e deixamos Barcelona rumo aos Pireneus. Seguimos até Lleida e então pegamos a estrada N-230 em direção ao norte. Após passarmos por Pont de Suert, pegamos a N-260, no rumo oeste. Percorrendo uma região montanhosa, cruzamos o Coll de Fadas (um passo, à 1470m de altitude) e então descemos até Castejón de Sos, um pequeno povoado, aos pés dos Pireneus, à 900m de altitude. Era final de tarde e, por isso, decidimos parar. Nos instalamos em uma hospedagem e então saímos à pé para conhecer a cidade. Descobrimos que a prefeitura estava dando uma “chocolatada” de carnaval para as crianças. Chocolate quente grátis para todos! O evento estava acontecendo dentro de um salão, cheio de crianças fantasiadas brincando, pais e mães, música ao vivo, muito chocolate quente e doces e salgados. Depois de curtir um pouco a festinha de carnaval voltamos para o hotel, tomamos banho e mais tarde saímos para jantar. Caminhamos um pouco para olhar a cidade de noite e acabamos voltando para jantar no próprio restaurante da hospedagem em que estávamos.

No dia seguinte (06/03) deixamos Castejón de Sos de subimos de carro até Benasque. Passamos por Benasque e continuamos subindo até onde dava. Até que a estrada acabou, encoberta pela neve, à cerca de 1650m de altitude. Paramos o carro e caminhamos um pouco na neve. Era a primeira vez que a Inês e a Nanda viam neve. Depois descemos de volta até Benasque, onde paramos o carro e passeamos um pouco a pé pela cidade. Mas nosso tempo era curto e não podíamos nos estender tanto. Então retornamos para Castejón de Sos e continuamos nossa viagem.

Castejón de Sos. (Foto tirada da janela da hospegem onde passamos a noite).


Visual da beira da estrada, já acima de Benasque.


Visual do ponto onde paramos o carro, à uns 1650m de altitude. A partir daí a estrada estava interrompida pela neve.


Benasque é uma bonita cidade, que está em um vale, à 1150m de altitude.


De Castejón de Sos voltamos pela mesma estrada por onde havíamos vindo no dia anterior, a N-260, até reencontrar a N-230 e então continuar no rumo norte. Após cruzar um enorme túnel que corta as montanhas, chegamos em Vielha.

Visual da estrada N-260


Vielha é uma bonita cidade, que está à 970m de altitude, cercada de montanhas.


Vielha


Vielha


De Vielha decidimos ir em direção à França. Cruzamos a fronteira, passamos por um bonito povoado chamado Saint-Béat e seguimos mais adiante. Andamos mais uns 15 minutos e então resolvemos retornar. Não tínhamos muito tempo e ainda havia um longo caminho pela frente. Demos meia volta e seguimos para Saint-Béat, onde decidimos parar para conhecer. Estacionamos o carro e caminhamos um pouco. Subimos até as ruínas de um castelo e uma igreja, que estão no alto de um morro, com uma bonita vista do vale.

Saint-Béat é um pequeno e lindo povoado no sul da França, próximo da fronteira com a Espanha, à 500 metros de altitude, aos pés dos Pireneus.


Igreja Saint-Béat Saint-Privat


Subimos por um caminho até o alto de um morro, onde estão as ruínas de um castelo e também uma igreja.


Após nosso passeio por Saint-Béat retornamos para a Espanha. Passamos novamente por Vielha e pegamos a estrada C-28, que sobe pelo vale, passando por algumas estações de esqui e uma linda paisagem de montanha. A estrada sobe até Port de la Bonaigua, que está à 2072m de altitude. Lá há uma estação de esqui, onde paramos um pouco para passear e curtir o visual.

Após passarmos novamente por Vielha, seguimos pela C-28, subindo em direção às montanhas.


Visual da estrada: Uma bonita paisagem de montanha.





Bonitas montanhas, próximo de Port de la Bonaigua.


Há uma estação de esqui em Port de la Bonaigua, que está à 2072m de altitude.





Após cruzar o Port de la Bonaigua descemos pelo outro lado do passo, continuando pela C-28. Depois seguimos pela C-13 até Sort e então pegamos a N-260.

Cruzando o Collado del Cantó, um passo à 1720m de altitude, na N-260.


Entardecer, visto do Collado del Cantó.


Em Ribera d’Urgellet deixamos a N-260 e seguimos no sentido sul pela C-14. Já era noite quando chegamos em Organyà, uma pequena cidade cortada pela estrada, onde paramos para procurar alguma hospedagem. Caminhei um pouco pela pequena cidade e nada. Informaram que havia uma pousada um pouco mais adiante na estrada. Fomos até lá, mas o preço estava um pouco acima do que procurávamos. Então continuamos até a próxima cidadezinha, Coll de Nargó, onde aí sim encontramos duas opções de hospedagem barata. Nos hospedamos na primeira, logo que a estrada chega no povoado. E jantamos um pouco mais adiante, ao lado do posto de gasolina, em uma outra hospedagem onde há um restaurante. Enquanto esperávamos a comida, fiquei olhando um guia de escaladas da região que estava no balcão da hospedagem. A região de Oliana, cidade que está poucos quilômetros mais adiante, é uma das principais zonas de escalada em rocha da Espanha. Fiquei com vontade de, quem sabe um dia, voltar lá com mais tempo e conhecer um pouco das escaladas do lugar.

Ao acordar, no dia seguinte (07/03), pudemos ver que estávamos em um lugar lindo, cercado de montanhas e paredes de rocha. Porém, tínhamos que seguir viagem. Arrumamos nossas coisas continuamos pela estrada, passando logo em seguida por Oliana e então seguindo rumo à Barcelona.

Visual da janela da hospedagem em que ficamos, em Coll de Nargó. Há muitas montanhas rochosas nesta região, cuja principal cidade é Oliana. Esta é uma das principais zonas de escalada da Espanha.


Pouco antes de chegar em Barcelona, passamos ao lado do maciço montanhoso de Montserrat. Esta foto foi tirada de um posto de gasolina em que paramos, na auto-estrada A-2.


Chegamos em Barcelona próximo do meio dia, justo no horário em que deveríamos entregar o carro. Assim, devolvemos o carro e fomos para o apart-hotel onde tínhamos reserva. Este foi um bonito passeio pelas montanhas: Foi uma correria, mas aproveitamos bastante estes últimos três dias. Andamos bastante de carro, conhecemos muitos lugares e vimos lindas paisagens.